terça-feira, 25 de abril de 2017

Algumas observações sobre a organização dos grupos

A profe Serlei Albrechht está realizando o trabalho de aplicação do PA junto comigo, na minha turma de 4° ano. Ela fez o relato da organização dos grupos e levantamento das dúvidas e certezas.
            Por isso vou apenas relatar algumas observações sobre o processo:
·         Os alunos estão bastante inseguros em relação à proposta e tem dificuldade ou receio de expressarem seus questionamentos;
·         Também trabalhar em grupo cooperativamente, saber ouvir e aceitar a ideia do outro tem sido um desafio para eles;
·         Percebi em alguns deles uma certa ansiedade em ter o trabalho concluído, em ter as respostas.
As mesas dificuldades que nós profes tivemos ao construir o nosso PA guardando as características da fase de desenvolvimento em que se encontram- são aquelas que as crianças encontram.
Ao final do levantamento, questionamos as crianças sobre o que estavam sentindo e achando dessa forma de trabalhar. Vou destacar aqui, duas que consideramos significativas por indicarem a observação de uma nova postura na aula.
A 1 “Eu tinha medo de perguntar porque iam me achar burra”.
A 2 “É legal porque trabalhamos em grupo e a gente aprende com os outros”.
Talvez essas crianças ainda levem muito tempo para se darem da profundidade destas constatações. Mas é um indicativo de que mudanças podem acontecer se nos propusermos a trabalhar diferente.






segunda-feira, 24 de abril de 2017

DÚVIDAS E CERTEZAS

 

“Os projetos de aprendizagem, são iniciados pelas certezas provisórias e dúvidas temporárias dos aprendizes, vinculando aos seus saberes prévios. Estas certezas correspondem o que naquele determinado momento da aprendizagem os alunos tomam como verdade sobre um assunto. As dúvidas são o que eles gostariam de aprender a mais sobre o assunto. Nada impede, e provavelmente irá ocorrer, que no percurso dos projetos muitas dúvidas tornam-se certezas e certezas transformam-se em dúvidas; ou, ainda, geram outras dúvidas e certezas que, por sua vez, também são temporárias, provisórias”. (FAGUNDES, 1999, p. 17).

Na última semana entrei na turma M 22 e comecei a questionar os alunos sobre as dúvidas e certezas, com relação ao tema escolhido Astronomia, distribui uma folha e pedi que anotasse tudo para me entregar. As principais dúvidas foram:

 

- Não sabem quase nada a respeito dos astros;

 

-Sua história sobre seu descobrimento;

 

-Principais cientistas e pesquisadores;

 

-Equipamentos utilizados;

 

 -Se algum planeta já foi habitado?

 

 -Algum planeta possui água e minerais?

 

-Curiosidade em saber tudo;

 

-Corpos celestes o que são?

 

-Qual a origem do termo Astronomia? Quem foi o primeiro astronauta?

 

-Do que é formado o universo?

 

-Como nasce uma estrela?

 

-O que acontece dentro de um buraco negro?

 

-O que é uma galáxia e como se formam?

 

Algumas dúvidas entre tantas.....

 

Certezas:

 

No momento nenhuma certeza...


Por Ivana da Rosa Garcia. 

O QUE EU SEI E O QUE EU QUERO APRENDER
Paula Marchesini
Na aula que tive com meus alunos do 2º ano do ensino médio, na E.E.E.M. Onze de Agosto em Nova Prata, na terça-feira, dia 18 de abril, fizemos um levantamento de coisas que eles já sabiam sobre anatomia. Entreguei a eles uma folha de papel. De um lado eles escreveram o que já sabiam sobre anatomia. Do outro lado da folha escreveram o que gostariam de aprender mais a respeito do assunto.

O que os alunos citaram que já sabem sobre anatomia, da forma como escreveram:
·         Sabemos coisas que aprendemos na escola como os sistemas, os órgãos e suas funções.
·         Eu sei que o nosso corpo tem vários sistemas que ajudam nosso corpo a “trabalhar” melhor.
·         Eu sei que nosso corpo é dividido em várias partes. Sistemas, órgãos, células e que é muito importante conhecê-lo e estuda-lo.
·         Não sei nada, por isso escolhi este tema.
·         Quase nada.
·         Funções dos órgãos, onde estão situados, do que são formados.
·         Eu sei que anatomia é o estudo do corpo humano e suas divisões.
·         Eu sei que anatomia estuda as funções do corpo humano e sua importância.
·         Eu sei que é o estudo do corpo humano e conhece-lo ajuda muito.
·         Eu sei o básico sobre o corpo humano (órgãos e suas funções).
·         Sei nada.
·         Eu sei as partes principais do corpo humano.
·         Eu sei as coisas mais básicas que nós aprendemos na escola, sobre os sistemas, como eles funcionam, os órgãos e suas funções, para que servem

O que eles gostariam de aprender mais:
·         Como funciona o sistema neurológico?
·         Por que sonhamos?
·         De onde vem os nossos sentimentos?
·         Como os fetos são formados dentro do corpo da mãe?
·         Como surgem os ossos?
·         Como funciona o sistema reprodutor?
·         Como funciona o nosso cérebro?
·         Como funciona o sistema respiratório?
·         Curiosidades sobre o corpo humano.
·         Como se formam os sistemas dentro do corpo?
·         Como funcionam os transplantes de órgãos?
·         Quero conhecer um corpo por dentro.
·         Como é dividido o nosso cérebro e como funciona?
·         Qual a porcentagem que usamos do nosso cérebro?
·         Podemos evoluir o nosso cérebro?
·         Por que podem ocorrer falhas na formação do corpo humano.

Temos muitos temas e curiosidades para serem investigados. Eu estou curiosa em saber o que eles irão descobrir. 

Organização dos grupos e levantamento de dúvidas e certezas

Organização dos grupos e dúvidas e certezas.
O trabalho de grupo é um instrumento pedagógico poderoso para uma aprendizagem ativa e participada, mas por vezes é subestimado e nem sempre tem sido utilizado da forma mais correta. Os PAs é um projeto onde além de dar aos alunos o direito a escolha do assunto a ser pesquisado também é um trabalho feito em grupo, formado conforme decisão dos próprios alunos, onde  poderia ser formado por afinidade ou pele facilidade em se encontrarem para pesquisa e para discutir o projeto.
 As meninas se dividiram em dois grupos, por afinidade, já os meninos ficaram todos no mesmo grupo, formando um grupo com número maior de participantes, cada grupo escolheu uma questão de todas que haviam sido sugeridas, conforme interesse da maioria, para ser ponto de pesquisa. Assim ficaram compostos os grupos com seus temas de pesquisa, juntos relataram e discutiram dúvidas e certezas;
*Grupo 1: Composto por 7 meninos: Como são feitos os jogos e os filmes?
Dúvidas:
*Como evoluíram os jogos?
*Como será que é feito os jogos?
*Como é feito o jogo Minecraft?

        Certezas:

*Câmera, ação, maquiagem, adrenalina, terror, montagem, pessoas, gravuras;
* Velozes e furiosos The Walking Dead Amc boneco do mal.

*Grupo 2: Composto por 4 meninas: Como os professores preparam as aulas?
Dúvidas:
*O professor busca opções paralelas?
*Por que os planejamentos são diferentes?
*Onde os  professores encontram as atividades?
*Como os professores preparam uma atividade para uma turma e outra atividade para outra turma?

Certezas:
* A aula deve ser dinâmica e a interação do professor com os alunos é importante;
* Saber o que quer ensinar;
*O que espera ensinar;

*Para planejar as aulas;
* Conhecer bem seus alunos.

*Grupo 3: Composto por 3 meninas: Animais na natureza.
Dúvidas:
*Por que os animais brigam?
*Por que os animais não se comportam como humanos?
*Por que uns animais vivem na selva e uns vivem em casa?
*Por que alguns animais morrem quando a gente pega eles?
*Por que os animais ficam triste?
*Por que os animais ficam na rua abandonados, tristes, chorando e acoando?

Certezas:
*Urso é brabo, feroz,morde, mora na caverna:
*Tubarão é perigoso e mora no mar;
*Gato, arranha, mia e mora dentro de casa;
*Cachorro, morde, acoa, briga e mora lá fora;
*Galo, pica, canta, tem pena e mora numa gaiola;
*Galinha, choca ovos, canta, cocorica e fica na gaiola com o galo;

*Passarinho, canta, assovia,bota ovos, voa e mora nas árvores

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Área de Interesse


Eu e a Paula optamos por trabalhar juntas numa das turmas que lecionamos, a turma escolhida foi 2º ano do ensino médio uma turma do turno da manhã composta por 24 alunos, quando lancei o desafio sobre o projeto e expliquei como seria desenvolvido, percebi que de imediato que aceitaram o desafio de colaborar.
Mas achei que ficaram mais empolgados quando comecei a fazer um levantamento sobre o que gostariam de aprender mais? Quais suas áreas de interesses em aprofundar seus conhecimentos?

Então entreguei uma folha A4, e pedi para escreverem, todos colaboraram e surgiu os mais variados temas, então recolhi e entreguei para Paula ler e selecionar alguns e pôr em votação, para decidirmos qual tema seria o escolhido.
A partir dessa votação ficou definido dois temas, Astronomia e Corpo Humano então decidimos que a Paula ficaria com os alunos que optaram pelo tema Corpo Humano e eu trabalharia com os alunos que optaram pelo tema Astronomia, e faríamos juntas a culminância. 
   

Disparo das perguntas

Observações sobre o disparo das perguntas:
   A turma que estou trabalhando o Projeto de Pesquisa é o quarto ano da Professora Rosângela, e observei uma grande dificuldade deles em formular as perguntas, somente cinco fizeram as perguntas no primeiro momento, os outros foram incentivados e levados a pensar sobre o que gostam e sobre dúvidas e medos e assim formularam as questões, muitas passaram a ser muito parecidas, pois eles seguiam o pensamento do colega. Acredito que será uma turma muito boa de trabalhar onde seremos mediadoras e incentivadoras, pois são crianças, e se para nós foi difícil a primeira vez que fomos levadas a trabalhar com os Projetos a dificuldade também fará parte agora, mas vamos juntos fazer descobertas e novos aprendizados.
Meta 1: Disparada das perguntas
1-Por que alguns personagens de feriados não têm a ver com a data? Ex:coelhinho da páscoa.
2-O que o Papai Noel tem a ver com o natal?
3-Como se faz jogos e filmes?
4-Por que existem assassinatos e brigas?
5-Por que os cachorros brigam e tem raiva? Obs: raiva doença.
6-Por que os adolescentes morrem tão cedo?
7-Por que as crianças acreditam em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa?
8-Como vocês (professores) preparam as aulas?
9-Por que os seres humanos dependem totalmente da natureza?
10-Por que os seres humanos maltratam os animais?
11-Nascimento dos animais?
12-De onde vem as fábricas?
13-De onde vem as lojas?
14- De onde vem o mar?
15-De onde vem as estrelas cadentes e o sistema solar?
16-Por que existe câncer?
17-Como são feitos os filmes de terror?

18-Como são feitos os desenhos animados?

Iniciando o projeto

Na última terça-feira, iniciamos na turma de quarto ano da escola Pe Josué Bardin, a construção do nosso projeto de aprendizagem.
Eu e a profe Serlei proporemos e mediaremos o PA com minha turma de quart ano de E.M.E.F. Pe Josué Bardin da qual sou professora titular.
São 14 alunos com idades entre 10 e 11 anos. São sete meninos e 7 meninas que, na sua maioria, iniciaram sua escolarização aqui e moram no mesmo bairro.
A impressão inicial é que tem bastante resistência e pouca familiaridade com trabalhos em grupo. Tenho tentado “quebrar” essa resistência propondo diferentes disposições em sala de aula. Também parecem apáticos em relação a sua aprendizagem, sendo pouco participativos em aula. Muitos ainda têm bastante dificuldade na leitura, o que dificulta a compreensão das atividades. Preferem aplicar técnicas para resolver desafios a criar suas próprias estratégias. Enfim, respondem bem ao tipo de escolarização que lhes é oferecido.
Portanto, aplicar um PA será um desafio para nós enquanto profes e também para eles. Mas a primeira impressão superou as expectativas.



Na terça-feira, dia 11, apresentamos a proposta a eles, que depois formaram os grupos e escolheram os temas que irão trabalhar.
No dia anterior eu tinha pedido que eles pensassem em assuntos que gostariam de conhecer e que trouxessem perguntas.
Anteriormente, eu já tinha pedido que eles formulassem suas dúvidas sobre temas que iríamos estudar e eles tiveram dificuldade ou resistência em fazê-lo. Por isso me surpreendeu que eles trouxessem tantas questões.
Depois de fazer o levantamento de questões, deixei que formassem livremente os grupos, o que também me surpreendeu.
Na escolha do tema dos grupos, no começo, cada um queria que prevalecesse a sua ideia, por isso intervimos nos grupos, buscando um consenso.
Me surpreendi com a variedade de assuntos e achei bem interessantes os que foram escolhidos. Mas também bastante desafiadores.
Tendo em mente que é a partir daquilo que se sabe que o aluno vai se movimentar em busca do escolhido, na próxima semana faremos o levantamento das certezas provisórias e dúvidas temporárias.




domingo, 16 de abril de 2017

Como ficam os conteúdos com os projetos de aprendizagem

     Uma preocupação historicamente pertinente à prática de pedagogia diz respeito aos conteúdos que pelas PPPs precisam ser trabalhados em cada série ou disciplina.
     Essa preocupação é fruto de uma escolarização e formação centrada nos conteúdos e nos métodos. E também se deve à preocupação com as avaliações institucionais pelas quais o trabalho em nossas escola é avaliado.
     Como tanto os PPPs como as avaliações são construídas sem a real participação dos docentes, fica difícil pensar diferente.
     Mas é possível. É um processo que precisa ser construído no ano letivo.
     À partir do momento que os alunos -e nós professores- podem construir seus caminhos de aprendizagem, os conteúdos passam a se colocar nos lugar que lhe é devido: objetos, ferramentas para ajudar o sujeito (aluno) a se construir: antônomo, participativo e solidário.
META 1
Por Paula Marchesini

Nosso grupo é formado por 4 componentes. Eu trabalho na mesma escola que a Ivana, com alunos do ensino médio, e também trabalho com a Rosângela, com Ensino Fundamental. Resolvemos realizar o projeto da seguinte forma: Eu e a Ivana aplicamos com o 2º ano do Ensino Médio da escola onde trabalhamos, e a Serlei fará junto com a Rosângela na turma do 4º ano, mas que eu também vou poder acompanhar.
Eu e a Ivana temos 2 períodos semanais cada uma nesta turma de 2º ano. A Ivana teve aula com eles na segunda e lançou o desafio. Eles puderam escrever sobre os assuntos que mais lhe interessavam. Foi dito aos alunos que não tinha necessidade que o assunto estivesse relacionado com as nossas disciplinas, Química e Biologia, mas que fosse do interesse deles. No dia seguinte eu tive aula com eles retomei as escritas que eles haviam feito com a Ivana. Li para toda a turma o que escreveram. No final eu perguntei: de todos os interesses escritos por vocês, quais apareceram com maior frequência? A resposta foi: anatomia e astronomia. Realmente em torno de 90% da turma escreveu algo relacionado a isso.
Então questionei, um por um, o que achavam dos dois assuntos e por qual deles seu interesse é maior.  A anatomia venceu, mas por pouca diferença. Alguns questionaram: “profe, em anatomia podemos visitar o laboratório de anatomia de uma universidade? Podemos ver os corpos? Podemos ver embriões? ” Eu respondi: sim, vamos investigar tudo o que pudermos. “Há diferentes caminhos que podem levar à construção do projeto, a partir das necessidades do aluno. Inventando e decidindo é que os estudantes/autores vão ativar e sustentar sua motivação.” (FAGUNDES, 1999, p.17)
Eu e a Ivana combinamos o seguinte: ela dará suporte para a parte da turma que tem interesse em astronomia e eu em anatomia. Agora o próximo passo é mapear as certezas provisórias e dúvidas temporárias, atividade que faremos esta semana.
Possíveis questionamentos a serem feitos:
Ø  Vocês conhecem a origem da palavra anatomia?
Ø  Na opinião de vocês, o que a anatomia estuda?
Ø  O que vocês já sabem sobre anatomia?
Ø  Que possíveis assuntos podem ser explorados em anatomia?
Ø  O que mais especificamente você gostaria de saber sobre anatomia?
Na minha opinião, no decorrer dessa nossa conversa em que eu vou disparar as questões, novos questionamentos irão surgir. Vamos ver se nesta aula já conseguimos organizar os grupos de pesquisa e se os grupos já têm uma ideia definida sobre que área de anatomia gostariam de investigar mais ou se querem trabalhar com o todo. Isso saberei ao dialogar com eles na nossa próxima aula.
Mas como o aluno aprende? Como se pode garantir a aprendizagem de conteúdos? A busca de soluções para as questões que estão sempre surgindo num ambiente enriquecido configura a atitude e a conduta de verdadeiros pesquisadores. São levantadas as dúvidas daquele momento, mas quais são as certezas que ficam? Em primeiro lugar, tratam-se de certezas provisórias porque o processo de construção é um processo continuado e ocorre numa situação de continuidade alternada com a descontinuidade. Uma certeza permanece até que um elemento novo apareça para ser assimilado. (FAGUNDES, 1999, p.23)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FAGUNDES, Lea da Cruz et al. Aprendizes do futuro: as inovações começaram. Coleção Informática para a mudança na Educação. Brasília: MEC/SEED/ProInfo, 1999.



terça-feira, 11 de abril de 2017

    Os projetos de aprendizagem(PA) podem ser uma atividade ou uma metodologia diferenciada de trabalho a ser desenvolvido em sala de aula. Diferem dos projetos de pesquisa, uma vez que o tema a ser estudado vem dos alunos e nunca do professor. Assim, valoriza-se aquilo que o aluno já sabe e prioriza-se o estudo daquilo que ele tem interesse em aprender. Partindo-se desse pressuposto, no semestre anterior na disciplina de Seminário Integrado IX, fomos desafiadas a desenvolver em grupos um Projeto de Aprendizagem, só que o tema escolhido foi por afinidade, e não exatamente por área de interesse, o que não despertou tantacuriosidade assim. Acho que sempre se aprende muito com projetos, ainda mais em grupos pois há uma troca de saberes e experiências, de maneira atrativa e dinâmica.
      No PA, o tema do nosso grupo foi:Como de trabalhar com adolescentes cada vez mais carentes afetivamente por desestrutura familiar e ao mesmo tempo sem interesse, partindo nossa pesquisa das certezas e dúvidas que tínhamos sobre o tema e assim seguimos todas as etapas solicitadas, mas certas que está busca por respostas foi gerando novos questionamentos e assim fomos construindo nosso próprio aprendizado.                                                                            
     O professor deve deixar o papel de “transmissor de conteúdos” para se transformar em um pesquisador e o aluno por sua vez passa a ser o sujeito do processo ensino aprendizagem. Em um projeto “todas as coisas podem ser ensinadas por meio de projetos, basta que se tenha uma dúvida inicial e que se comece a pesquisar e buscar evidências sobre o assunto”, diz o educador espanhol Fernando Hernández.

Por Ivana Garcia

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Projeto Pedagógico

    A educação tem passado por inúmeras mudanças e estamos tomando consciência de muitos equívocos, no ensino tudo passa pelas mãos do professor é como se pudéssemos dispor de um conhecimento único e verdadeiro, os alunos não possuíam, e ainda na maioria das escolas não possuem, o direito de qualquer escolha são submissos as regras impostas pelo sistema.
   No semestre passado trabalhamos com Projetos de Aprendizagem, foi de muita valia pois adquirimos conhecimentos e tivemos a base de como eles funcionam, nesse semestre com a Interdisciplina Projeto Pedagógico em ação e aplicando esse projeto com os alunos teremos a noção real das mudanças no método de ensino, das dificuldades e dos aprendizados tanto dos alunos como os nossos.
    Os Projetos de Aprendizagem é uma maneira de “construir conhecimentos”, onde parte do princípio que o aluno constrói conhecimentos em interação com o meio, com os outros e com objetos de conhecimento. Desafiar e questionar o aprendiz para que se sinta perturbado e tenha a necessidade de pensar, de expor suas dúvidas e formular questões que tenham significado para ele,sendo essas o ponto de partida para pesquisas e a busca por respostas e soluções, o professor é uma mediador, um auxiliador na busca por conhecimentos.

   Esse será com certeza um desafio que nos faz crescer como pessoas e como educadoras, poder fazer parte das mudanças na educação é algo que nos motiva a dar nosso melhor.
A proposta da disciplina projeto pedagógico em ação é bastante desafiadora: construir junto com os alunos um projeto de aprendizagem.
                Bem diferente de aplicar um projeto de estudos, ou uma sequência didática interdisciplinar, onde temos o “controle” do que e como vamos trabalhar, no projeto de interdisciplinar, o percurso não está mais em nossas mãos. E esse é o maior desafio. Primeiro porque nós, professores, não estamos acostumados e pouco preparados para compartilhar as decisões sobre nosso trabalho com nossos alunos. Também é desafiador porque aos próprios alunos dificilmente foi dada a oportunidade de refletirem e expressarem sobre o que querem aprender, e mais difícil ainda: buscarem juntos o conhecimento que almejam encontrar.
                Ao pensar no como “disparar o processo”, com minha turma de quarto ano, dou-me conta de que talvez não construamos um projeto grandioso, que encontraremos muitas dificuldades no percurso e que talvez descobertas não sejam tão abrangentes como teoricamente imaginamos, mas de uma coisa começo a ter convicção: depois dessa experiência nem eu nem meus alunos teremos a mesma visão sobre o que e como aprendemos na escola. Isso não quer dizer que haverá uma mudança radical em nossas posturas, meus alunos passivos, apáticos, que parecem desinteressados não se transformarão num passe de mágica nos mais participativos, interessados e envolvidos do mundo. É uma semente que estaremos plantando, para que ela germine, se desenvolva e venha dar frutos serão necessários muitos projetos, novas pesquisas, outros percursos, novas construções.
                Esses são os desafios relacionados à “aplicação do projeto” na turma. Mas por trás deste, há um desafio muito maior: todo organização político pedagógica (mais política que pedagógica) das escolas e da educação não é pensada realmente para formar alunos ativos, participativos e sujeitos de sua aprendizagem (e nem eu). Embora nossos PPPs estejam recheados desses adjetivos, na prática nossas posturas muito pouco mudam em relação àquelas das escolas do período ditatorial em que iniciei minha escolarização.
                Outra questão que provoca preocupação é a avaliação. Se o processo é construindo, aplicado cooperativamente entre os alunos. Acredito que a avaliação também é uma aprendizagem a ser desenvolvida.

                Em meio a tantas reflexões, tanta expectativa, nesta semana farei a proposição do projeto ou seja meta 1, com a presença da profe Serlei Albrechet que fará esse trabalho comigo.
ANÁLISE DOS PROJETOS DE APRENDIZAGEM

No semestre passado fomos convidadas a construir um projeto de aprendizagem, de acordo com interesses em comum. Na aula fizemos um inventário de perguntas a respeito de coisas que gostaríamos de saber. Depois avaliamos quais, em nossa opinião, eram assuntos de maior interesse de se conhecer. Fizemos um levantamento das certezas provisórias e dúvidas temporárias, isto é, o que sabíamos sobre o assunto e o que poderíamos investigar mais. No diário de bordo registramos quais atividades foram realizadas. Tínhamos um fórum de discussão e o registro das interações para analisarmos o andamento do projeto, mas preferíamos fazer pelo grupo criado no WhatsApp, por isso não registramos esta parte. Nosso grupo se encontrou algumas vezes presencialmente.
Elaboramos um plano de ação para a execução do projeto de aprendizagem com os itens a serem investigados, cronograma e as estratégias de pesquisa. Fizemos um mapa conceitual sobre as certezas provisórias do nosso tema. Como nosso tema era “Como trabalhar com adolescentes cada vez mais carentes afetivamente por desestrutura familiar e ao mesmo tempo sem interesse? ”, elaboramos uma pesquisa para aplicar aos alunos do ensino médio e poder ouvir a opinião deles também. Reunimos nossas leituras e nossas reflexões sobre a pesquisa aplicada aos alunos em um único texto quando nos encontramos de forma presencial.
Posso dizer que na hora que avaliamos as perguntas, este tema não ficou em primeiro lugar de interesse para mim. Mas como as duplas foram se formando, eu e minhas colegas de maior afinidade pretendíamos ficar no mesmo grupo e nossa questão em comum era esta citada acima. Foi um projeto muito teórico, ao não ser pela pesquisa. Acabamos nos enrolando com o tempo, dificuldades para nos encontrar e decidir sobre os rumos do projeto. Mas nos ajudou a ter a noção de como funciona e agora podemos melhorar com o desenvolvimento de um projeto de aprendizagem com os alunos, com os quais, depois de decidir qual o assunto que eles desejam conhecer mais, vamos fazer um levantamento de certezas provisórias dúvidas temporárias sobre o tema. Zabala (2008) coloca que os alunos trazem a escola uma gama de conhecimentos aprendidos de forma natural, e são estes que temos que levar em consideração.

A fascinação dos contos orientais é que o narrador nos vai levando de uma história para outras que não acabam, e sim se conectam com novas histórias, produzindo uma corrente narrativa repleta de inícios, de personagens e de tramas, que depois, no final, encontram-se, ou acabam tendo algum tipo de relação entre elas. Por isso, sempre por aqueles que são capazes de manter em suspense o leitor ou o ouvinte com uma história que se entrecruza, reabre-se... Sabe-se como começa, mas não como termina. (HERNANDEZ, 1998, p. 17).


Com essa reflexão de Hernández (1998), considero que um projeto de aprendizagem pode ser retomado e aprofundado a qualquer momento, ou seja, a investigação não termina, novas dúvidas temporárias podem surgir fazendo com que o processo investigativo seja retomado, fazendo conexões com as diversas áreas do conhecimento. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Objetivo do Blogger

Este blogger destina-se ao acompanhamento e relato das atividades da interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação, a qual tem como objetivo propiciar aprendizagens que darão aprofundamento aos Projetos de Aprendizagem, de forma coletiva e colaborativa.