ANÁLISE
DOS PROJETOS DE APRENDIZAGEM
No semestre passado fomos
convidadas a construir um projeto de aprendizagem, de acordo com interesses em
comum. Na aula fizemos um inventário de perguntas a respeito de coisas que
gostaríamos de saber. Depois avaliamos quais, em nossa opinião, eram assuntos
de maior interesse de se conhecer. Fizemos um levantamento das certezas
provisórias e dúvidas temporárias, isto é, o que sabíamos sobre o assunto e o
que poderíamos investigar mais. No diário de bordo registramos quais atividades
foram realizadas. Tínhamos um fórum de discussão e o registro das interações
para analisarmos o andamento do projeto, mas preferíamos fazer pelo grupo
criado no WhatsApp, por isso não registramos esta parte. Nosso grupo se
encontrou algumas vezes presencialmente.
Elaboramos um plano de ação
para a execução do projeto de aprendizagem com os itens a serem investigados,
cronograma e as estratégias de pesquisa. Fizemos um mapa conceitual sobre as
certezas provisórias do nosso tema. Como nosso tema era “Como trabalhar com
adolescentes cada vez mais carentes afetivamente por desestrutura familiar e ao
mesmo tempo sem interesse? ”, elaboramos uma pesquisa para aplicar aos alunos
do ensino médio e poder ouvir a opinião deles também. Reunimos nossas leituras
e nossas reflexões sobre a pesquisa aplicada aos alunos em um único texto
quando nos encontramos de forma presencial.
Posso dizer que na hora que
avaliamos as perguntas, este tema não ficou em primeiro lugar de interesse para
mim. Mas como as duplas foram se formando, eu e minhas colegas de maior
afinidade pretendíamos ficar no mesmo grupo e nossa questão em comum era esta
citada acima. Foi um projeto muito teórico, ao não ser pela pesquisa. Acabamos
nos enrolando com o tempo, dificuldades para nos encontrar e decidir sobre os
rumos do projeto. Mas nos ajudou a ter a noção de como funciona e agora podemos
melhorar com o desenvolvimento de um projeto de aprendizagem com os alunos, com
os quais, depois de decidir qual o assunto que eles desejam conhecer mais,
vamos fazer um levantamento de certezas provisórias dúvidas temporárias sobre o
tema. Zabala (2008) coloca que os alunos trazem a escola uma gama de
conhecimentos aprendidos de forma natural, e são estes que temos que levar em
consideração.
A
fascinação dos contos orientais é que o narrador nos vai levando de uma
história para outras que não acabam, e sim se conectam com novas histórias,
produzindo uma corrente narrativa repleta de inícios, de personagens e de
tramas, que depois, no final, encontram-se, ou acabam tendo algum tipo de
relação entre elas. Por isso, sempre por aqueles que são capazes de manter em
suspense o leitor ou o ouvinte com uma história que se entrecruza, reabre-se...
Sabe-se como começa, mas não como termina. (HERNANDEZ, 1998, p. 17).
Com essa reflexão de
Hernández (1998), considero que um projeto de aprendizagem pode ser retomado e
aprofundado a qualquer momento, ou seja, a investigação não termina, novas dúvidas
temporárias podem surgir fazendo com que o processo investigativo seja
retomado, fazendo conexões com as diversas áreas do conhecimento.
amei a reflexão...mas sinto que o texto foi escrito apenas por uma das integrantes...vamos participar todas? é importante, pois num trabalho em grupo a contribuição de todos enriquece nosso processo. Novamente gostaria ouvir uma polifonia de vozes neste blog...ansiosa por descobrir cada um neste processo
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