A proposta da disciplina projeto
pedagógico em ação é bastante desafiadora: construir junto com os alunos um
projeto de aprendizagem.
Bem
diferente de aplicar um projeto de estudos, ou uma sequência didática
interdisciplinar, onde temos o “controle” do que e como vamos trabalhar, no
projeto de interdisciplinar, o percurso não está mais em nossas mãos. E esse é
o maior desafio. Primeiro porque nós, professores, não estamos acostumados e
pouco preparados para compartilhar as decisões sobre nosso trabalho com nossos
alunos. Também é desafiador porque aos próprios alunos dificilmente foi dada a
oportunidade de refletirem e expressarem sobre o que querem aprender, e mais
difícil ainda: buscarem juntos o conhecimento que almejam encontrar.
Ao
pensar no como “disparar o processo”, com minha turma de quarto ano, dou-me
conta de que talvez não construamos um projeto grandioso, que encontraremos
muitas dificuldades no percurso e que talvez descobertas não sejam tão
abrangentes como teoricamente imaginamos, mas de uma coisa começo a ter
convicção: depois dessa experiência nem eu nem meus alunos teremos a mesma
visão sobre o que e como aprendemos na escola. Isso não quer dizer que haverá
uma mudança radical em nossas posturas, meus alunos passivos, apáticos, que parecem
desinteressados não se transformarão num passe de mágica nos mais
participativos, interessados e envolvidos do mundo. É uma semente que estaremos
plantando, para que ela germine, se desenvolva e venha dar frutos serão
necessários muitos projetos, novas pesquisas, outros percursos, novas
construções.
Esses
são os desafios relacionados à “aplicação do projeto” na turma. Mas por trás
deste, há um desafio muito maior: todo organização político pedagógica (mais
política que pedagógica) das escolas e da educação não é pensada realmente para
formar alunos ativos, participativos e sujeitos de sua aprendizagem (e nem eu).
Embora nossos PPPs estejam recheados desses adjetivos, na prática nossas
posturas muito pouco mudam em relação àquelas das escolas do período ditatorial
em que iniciei minha escolarização.
Outra
questão que provoca preocupação é a avaliação. Se o processo é construindo,
aplicado cooperativamente entre os alunos. Acredito que a avaliação também é
uma aprendizagem a ser desenvolvida.
Em meio
a tantas reflexões, tanta expectativa, nesta semana farei a proposição do
projeto ou seja meta 1, com a presença da profe Serlei Albrechet que fará esse
trabalho comigo.
Queridas
ResponderExcluirneste texto estamos falando da turma de quem? Seria interessante que as colegas do grupo também interfiram na escrita do blog. Como trabalho colaborativo fica estranho encontrar a referência a apenas uma das turmas de um integrante. Então peço que as colegas possam ajudar na complementação desta postagem que traz uma reflexão super importante e que com certeza ficará ainda melhor com a colaboração das colegas