segunda-feira, 10 de abril de 2017

ANÁLISE DOS PROJETOS DE APRENDIZAGEM

No semestre passado fomos convidadas a construir um projeto de aprendizagem, de acordo com interesses em comum. Na aula fizemos um inventário de perguntas a respeito de coisas que gostaríamos de saber. Depois avaliamos quais, em nossa opinião, eram assuntos de maior interesse de se conhecer. Fizemos um levantamento das certezas provisórias e dúvidas temporárias, isto é, o que sabíamos sobre o assunto e o que poderíamos investigar mais. No diário de bordo registramos quais atividades foram realizadas. Tínhamos um fórum de discussão e o registro das interações para analisarmos o andamento do projeto, mas preferíamos fazer pelo grupo criado no WhatsApp, por isso não registramos esta parte. Nosso grupo se encontrou algumas vezes presencialmente.
Elaboramos um plano de ação para a execução do projeto de aprendizagem com os itens a serem investigados, cronograma e as estratégias de pesquisa. Fizemos um mapa conceitual sobre as certezas provisórias do nosso tema. Como nosso tema era “Como trabalhar com adolescentes cada vez mais carentes afetivamente por desestrutura familiar e ao mesmo tempo sem interesse? ”, elaboramos uma pesquisa para aplicar aos alunos do ensino médio e poder ouvir a opinião deles também. Reunimos nossas leituras e nossas reflexões sobre a pesquisa aplicada aos alunos em um único texto quando nos encontramos de forma presencial.
Posso dizer que na hora que avaliamos as perguntas, este tema não ficou em primeiro lugar de interesse para mim. Mas como as duplas foram se formando, eu e minhas colegas de maior afinidade pretendíamos ficar no mesmo grupo e nossa questão em comum era esta citada acima. Foi um projeto muito teórico, ao não ser pela pesquisa. Acabamos nos enrolando com o tempo, dificuldades para nos encontrar e decidir sobre os rumos do projeto. Mas nos ajudou a ter a noção de como funciona e agora podemos melhorar com o desenvolvimento de um projeto de aprendizagem com os alunos, com os quais, depois de decidir qual o assunto que eles desejam conhecer mais, vamos fazer um levantamento de certezas provisórias dúvidas temporárias sobre o tema. Zabala (2008) coloca que os alunos trazem a escola uma gama de conhecimentos aprendidos de forma natural, e são estes que temos que levar em consideração.

A fascinação dos contos orientais é que o narrador nos vai levando de uma história para outras que não acabam, e sim se conectam com novas histórias, produzindo uma corrente narrativa repleta de inícios, de personagens e de tramas, que depois, no final, encontram-se, ou acabam tendo algum tipo de relação entre elas. Por isso, sempre por aqueles que são capazes de manter em suspense o leitor ou o ouvinte com uma história que se entrecruza, reabre-se... Sabe-se como começa, mas não como termina. (HERNANDEZ, 1998, p. 17).


Com essa reflexão de Hernández (1998), considero que um projeto de aprendizagem pode ser retomado e aprofundado a qualquer momento, ou seja, a investigação não termina, novas dúvidas temporárias podem surgir fazendo com que o processo investigativo seja retomado, fazendo conexões com as diversas áreas do conhecimento. 

Um comentário:

  1. amei a reflexão...mas sinto que o texto foi escrito apenas por uma das integrantes...vamos participar todas? é importante, pois num trabalho em grupo a contribuição de todos enriquece nosso processo. Novamente gostaria ouvir uma polifonia de vozes neste blog...ansiosa por descobrir cada um neste processo

    ResponderExcluir